Para alguém que se considera
bastante racional tudo o que foge ao normal é algo a analisar e ter em conta. É
desafiante observar todos os comportamentos em meu redor e poder analisá-los
tirando conclusões que serviram como lições de vida. Não pensem que sou pessoa
de julgar. Odeio julgamentos, pelo contrário sou bastante compreensível e é
algo de que me orgulho. Nem sempre a compreensão trás sentimentos bons, por
muito compreender, sinto que por vezes tenho que aceitar, e simplesmente o aceitar
pode trazer dor. Maior dor é aquele que aparece quando se está na dúvida.
Quando algo termina ou acontece e não conseguimos perceber o porque, então ai é
desesperante e impossível de aceitar seja o que for. Existem muitas coisas pelo
que luto e sou insistente, por vezes até oiço comentário de que sou chata e
aborrecida. A verdade é que batalho num assunto tanto até o perceber. Não
consigo seguir em frente sem ter todos os pontos clarificados. Também me
considero uma mente incansavelmente de pensamentos. Nunca vi ser (tirando as
minhas origem) que pense tanto. A vista dos outros podem até pensar que já
esqueci, mas nestas alturas a memória nunca me falha e se ainda alguns
pormenores me escapam, o mais importante é que fica gravada a dor que senti,
então quer dizer alguma coisa fixou por resolver. Tentativa de superação
falhada por ser obrigada a prosseguir sem perceber. O dia-a-dia torna-se
confuso quando atitudes e comportamentos não têm qualquer explicação, simplesmente
são e acontecem porque assim tem que ser. Odeio com todas as forças o “porque
sim ou o porque não”, para mim não tem a mínima lógica e na minha visão isso é
só uma maneira que os outros usam para terminarem uma conversa ou saltarem um
assunto de que não gostam de conversar. Não salto assuntos. Sou consciente e
realista, verdadeira e sincera e sinto me muito bem em assim o ser. O choque
aparece quando espero das pessoas atitudes iguais e esqueço-me que estou
rodeada de uma sociedade fraca e escondida da realidade das palavras e das
atitudes. Sinto me bem em assumir o que faço, desculpar-me quando a situação
merece, arrepender e voltar atrás, repensar e analisar os meus comportamentos.
Assim sinto me equilibrada e forte para viver. Se em tempos me considerei fraca
e impotente de fazer acontecer a minha felicidade, estive errada. Aconteceu que
esperei e ainda espero, tempo demasiado, e esperarei até encontrar o caminho
certo, porque em história de amor não quero sentir arrependimentos. E se a
espera pode ser vista como uma indecisão e medo de sofrer, enganam-se porque
sofro a mesma. Desta vez só não quero ser impulsiva, como sempre fui e como
prova que esta espera é realmente a espera de uma escolha certa digo-vos, é o
fato de ter que esperar. Algo que me atormenta é o desperdício de tempo, e sei
que com a espera posso estar a desperdiçar muito tempo mas vendo de outra forma
estou a esperar para não me arrepender. E quando a hora chegar eu lá estarei
para passar a portagem daquela que vai ser a estrada da minha nova vida. Vai
tudo valer a pena, e afinal , sou mais forte do que pensava.
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